Desde longa data tenho tido um enorme fascínio e admiração pelas grandes obras de engenharia construídas pelos romanos. Foi assim com muito interesse que participei nas aulas do Prof. José Tedim, Unidade cultural “A Cidade e a Historia”, nomeadamente quando tratou no inicio deste ano, da Cidade romana e as suas inovadoras construções.
Fui então desafiado pelo Professor para dar uma curta palestra integrada nas suas Aulas, tendo sido escolhido o tema “Pontes romanas” e foi neste contexto que surgiu o filme que vos quero apresentar.
Os romanos construíram inúmeras pontes e viadutos, das quais se destaca pela sua ousadia, a ponte de Alcântara, no rio Tejo, perto da nossa fronteira, construída durante o reinado do Imperador Trajano. Nessas pontes de alvenaria eram utilizados arcos de volta inteira, com vãos que chegavam a atingir os trinta metros.
"The Flight of the Bumble-Bee" (O Vôo do Moscardo) é um interlúdio musical famosíssimo, composto pelo conde e compositor russo NicolaiRimsky - Korsakov para sua ópera O Tzar Saltan, entre 1899 e 1900. É um verdadeiro "tour de force" musical inicialmente escrito para um solo de violino.
Algum tempo depois o próprio Korsakov reescreveu a peça para o piano. Contudo, é uma tecnica tão difícil que o famoso pianista Vladimir von Pachmann (1848/1933) ao ler a partitura julgou-a "impossível de ser tocada". Anos depois Serguei Prokofiev (1891/1953) aceitou o desfio e abriu a porta para que pouquíssimos colegas realizassem essa proeza...
Yuja Wang, a jovem pianista chinesa, muitas vezes chamada a pianista dos “dedos voadores”, é considerada actualmente uma das 5 melhores do mundo dá um show de virtuosismo. Vejamos a sua interpretação.
Vou apenas dar a conhecer aos leitores, uma interessante decoração da estação Stokel do Metro de Bruxelas, tendo como motivo as personagens dos álbuns de Tintin.
È na estação Stokel que se encontra um admirável fresco de personagens dos 22 álbuns de banda desenhada do Tintin. Esta estação situa-se no fim da linha 1 B e mesmo assim vale a pena fazer o sacrifício da longa deslocação até lá. Esta estação foi inaugurada em 1988 e desde então os seus painéis são uma homenagem do povo belga ao mundialmente conhecido Pai do Tintin.
Trata-se de dois frescos, cada um com 135 m de comprimento e cerca de 3 m de altura, com 140 silhuetas em relevo, fixadas em parede pintada de branco, representando as personagens dos álbuns de Hergé. As cores são muito brilhantes e ressaltam facilmente do fundo. È como se fosse um desfile das personagens com uma montagem adequada, que passa pelo nossos olhos. Simplesmente genial este memorial da obra do grande artista que foi Hergé e no qual está resumida toda a sua obra.
O desfile começa como não poderia deixar de ser pelo Tintin e o seu o cão Milou, seguido depois pelo capitão Hadock e termina com a alegre banda de Moulinsart, do álbum “As Jóias da Castafiore”.
Fotografia registada no passado 5 De Maio no parque da cidade.
Paz
Caminhávamos pelo verde lado a lado
Observavas o voo das aves
naqueles fins de tarde,
Quem sabe procurando um poiso
para a noite que aí vinha.
Caminhávamos pelo verde lado a lado
Saboreando a tranquilidade
daqueles momentos,
Ouvindo o ronronar do mar.
Caminhávamos pelo verde lado a lado
Classificavas flores, arbustos e
outras espécies botânicas,
Talvez relembrando outros tempos.
Caminhávamos pelo verde lado a lado
Que ave será aquela?Um maçarico, uma narceja?
E aquela outra, uma garça real? Aqui?
Caminhávamos pelo verde lado a lado
Às vezes de mão dada ou abraçados
sem medo de pisar as nossas sombras.
Caminhávamos pelo verde lado a lado
Envoltos nos pensamentos da semana,
do trabalho, da vida.
Na felicidade de estarmos juntos.
Caminhávamos pelo verde lado a lado
Olhando de quando em quando
o voo de uma pequena bola branca.
*
Sobre a sua pessoa, Carlos Silva Santos afirma: Naveguei uma vida no mar encapelado da engenharia e da indústria. Dei a minha juventude e a minha chama de homem feito, à técnica e à gestão de empresas. Encontro-me agora na embocadura de um rio de poetas e artistas... Sinto-me bem, e voupor ele acima, tanto quanto a Dra Celeste Alves, o Professor Jorge Rego e outros, me levarem.
Em 1932, no "Prólogo ao plano de urbanização da Cidade do Porto", o Engº.Ezequiel de Campos defendia a criação de um espaço verde junto à Estrada da Circunvalação. O projecto ganhou forma nos anos 40,com o arquitecto italiano Muzio, e, em 1952 aparece no "Plano Regulador da Cidade do Porto", de Antão de Almeida Garrett. No site da CMP pode ler-se:
”Na primeira fase (de construção), de 1990 a 1993, foram disponibilizados 45 hectares localizados na parte mais oriental da área inicialmente prevista. Com a segunda fase, em 1998, o Parque estendeu-se para poente, até quase à orla marítima. O Parque da Cidade é o maior parque urbano do país, com uma superfície de 83 hectares de áreas verdes naturalizadas que se estendem até ao Oceano Atlântico, conferindo-lhe este facto, uma particularidade rara a nível mundial.
Previsto no Plano de Urbanização do Arquitecto Robert Auzelle nos anos 60, foi projectado pelo arquitecto paisagista Sidónio Pardal, tendo sido inaugurado em 1993 (1ª fase) e finalizado em 2002, com a construção da Frente Marítima.
Na sua concepção paisagística utilizam-se muitas das técnicas tradicionais da construção rural, o que confere ao parque uma expressão intemporal, naturalista e uma estrutura com grande poder de sobrevivência.
A presença da pedra proveniente de demolições de edifícios e de outras estruturas, assume uma característica preponderante deste parque, onde a construção de muros de suporte de terras, estadias, charcos drenantes para a retenção de águas das chuvas, descarregadores de superfície dos lagos, tanques, abrigos, bordaduras de caminhos e pavimentos, criam uma ideia rural e campestre.
Em 2000, foi seleccionado pela Ordem dos Engenheiros com uma das “100 obras mais notáveis construídas do século XX em Portugal. O Núcleo Rural de Aldoar foi inaugurado em 2002, após três anos de obras de restauro e recuperação das suas quatro quintas rurais. Os espaços recuperados sob a autoria dos arquitectos João Rapagão e César Fernandes, perpetuam a memória do Porto Rural e das suas características edificadoras, respeitando a identidade patrimonial e cultural das construções. Aí, podemos encontrar vários equipamentos – um restaurante, um salão de chá com esplanada e um picadeiro para o uso do Clube de Póneis e um Centro de Educação Ambiental, onde são realizadas várias actividades no âmbito da protecção do meio ambiente, dirigidas ao público escolar em geral. Na quinta 66, existem várias lojas de associações sem fins lucrativos que, no âmbito do “Comércio Justo”, promovem e comercializam os seus produtos oriundos principalmente da actividade artesanal e da agricultura biológica. A dinamização deste espaço permite a todos os utentes que quotidianamente frequentem o parque, usufruírem dum pólo de atracção num ambiente rural e natural único na cidade.”
O Plano Auzelle de 1962 previa para o parque a FeiraInternacional e o Palácio dos Congressos. Também já li, há anos, que se chegou a prever, nos anos 50, o pavilhão dos desportos, que depois substituiu o saudoso Palácio de Cristal.
Minha vivência no Parque
Desde 1942 que sempre me atraiu o espaço agora ocupado pelo Parque da Cidade. Eram esplêndidos campos com um frondoso pinhal ao fundo e uma grande quantidade de jovens e finos choupos muito bem alinhados. Estes choupos foram, na sua maioria, abatidos há um ano, pois alguns caíram por doença ou velhice.
Diariamente eu seguia no eléctrico 17, 2 ou 18 para o Passeio Alegre onde ficava o Colégio Brotero, onde andei dos meus 7 aos 15 anos.
Na viagem, mesmo mais que a vista do mar, eu regalava-me com aqueles campos tão bem trabalhados e aspecto muito fértil e a típica aldeia habitada que se via do lado nascente.
Depois de casado, dos anos 70 em diante, ia diariamente, com ou sem minha mulher, andar pelo menos meia hora, no intervalo do almoço.
Fizesse chuva ou sol, lá estávamos. Era a minha forma de descontrair e esquecer os meus trabalhos e arrelias.
Mais tarde, quando se começou a fazer o parque, íamos seguindo as obras com o maior interesse e descobrindo qual o projecto para aquele espaço. Recordo-me que a certa altura vi dezenas de camiões construindo um muro de terra altíssimo que cortava o parque a meio não permitindo a vista do mar desde nascente. Depois, com a continuação das obras, fui entendendo o que se pretendia; a barreira dos ventos marítimos para defesa de espécies vegetais.
Assim que começaram a fazer os lagos, de nascente para poente, e apareceram os primeiros patos fomo-los contando. Recordo-me que de início eram meia dúzia deles, mas tão bem adaptados que rapidamente se foram reproduzindo e frequentemente os íamos contando.
Deixamos de os contar quando um dia chegámos à centena.
Um fenómeno muito interessante, e de que não sabemos a razão, era o facto de as ninhadas iniciais serem de 7 a 13 crias (sempre em número impar!), mas a partir de certa altura, quando o número de patos se tornou considerável, começaram a ser menores e menos frequentes. Poderemos
pensar que a natureza se equilibra conforme a densidade.
Muitas e belíssimas coisas se foram construindo no Parque, mas quero destacar o Núcleo Rural. É na verdade um espaço maravilhoso e que completa o aspecto rústico, muito enriquecido pelas milhares de pedras usadas vindas de demolições, caminhos etc. e que muito me agradam. Quantas vezes as olho e me ponho a pensar qual teria sido a sua história! Seguramente história da nossa cidade; pisadas por tanta gente ou suportando a passagem de rodas e animais. O que teriam elas visto? Poesias…
Um dos grandes prazeres que sinto é ouvir, em especial na Primavera, a variedade de, sons das aves “apaixonadas” que me fazem reviver os tempos de férias escolares na aldeia! E o coaxar das rãs as bordas do rio que atravessava a nossa propriedade.
Mas a minha maior alegria é ver as centenas, e por vezes milhares de pessoas, que desfrutam daquele espaço tão saudável. Que beleza ver tantas crianças das escolas, usualmente com chapéus de cores vivas e diferentes consoante a escola! Chegam aos magotes, a maioria em autocarros de variadíssimas terras de norte a sul, mas a maioria do norte do Douro.
Encontram-se espanhóis, franceses, ingleses e de outras nacionalidades. Ultimamente visitam-no pessoas dos países de Leste com as suas línguas características.
Tenho a certeza que a saúde física e mental da nossa cidade muito deve a este maravilhoso Parque da Cidade.
Porém, toda a bela tem um senão. Infelizmente foi feito sobre a praia o chamado edifício transparente (?) que prejudica todo este paraíso. Porque o construíram aí? Segredos de estado, certamente.
Considero o Parque da cidade a obra mais importante feita na no Porto no século XX.
FOTOGRAFIAS:
Recebi há dias um email com fotografias maravilhosas do excelente fotógrafo e bloguista Portojo, que é a melhor reportagem que até hoje vi sobre este local. Com a devida vénia foram convertidas para vídeo para as poder mostrar aqui. É também da autoria deste bloguer o site que recomendamos e seguimos http://portojofotos.blogspot.com/.
Durante as férias de verão de 1999, estive na Suíça com a minha mulher. Passamos em Lugano no dia 20 de Agosto e almoçamos nos arredores desta cidade, no restaurante panorâmico Capo San Martino, situado numa colina, em frente ao Lago. Logo que entrei na Sala, avistei pela janela uma via-férrea dupla e electrificada, que saia dum curto túnel. Comecei a avistar alguns comboios e preparei a minha Nikon para algo que de importante poderia acontecer.
De repente eis que vi aproximar-se, saindo túnel, e em direcção a Lugano, um comboio, que de imediato reconheci como sendo o Cisalpino, pois já tinha nele viajado nos anos noventa. Disparei a maquina varias vezes, numa sequencia de fotografias que se apresentam em anexo.
Após a consulta do horário na internet, confirmei que este comboio tinha partido de Milão às 11horas e 18 minutos e iria parar em Lugano as 12 horas e 9 minutos e o seu destino final era Zurich, após a travessia do extenso túnel alpino do Saint Gottard.
O Cisalpino, designação comercial do ETR 470, é um comboio italo- suíço de tecnologia pendular, fabricado pela então “Fiat Ferroviária”, quase idêntico ao nosso Alfa Pendular, mas com 9 carruagens e previsto para duplo sistema de electrificação: 3 Kv corrente continua, na Itália e 15 Kv, 16,2/3 hz, na Suíça. Sãonove unidades, que operam desde 1993, entre o Norte da Itália e a Suíça, ligando Milão a Zurich, a Basileia e a Geneve.
Quem Vai à Guerra é o novo documentário da realizadora Marta Pessoa que irá estrear no próximo festival IndieLisboa.
A sinopse diz-nos: Passados 50 anos desde o seu início, a guerra é, ainda hoje, um assunto delicado e hermético, apoiado por um discurso exclusivamente masculino, como se a guerra só aos ex-combatentes pertencesse e só a eles afectasse.QUEM VAI À GUERRA é um filme de guerra de uma geração, contado por quem ficou à espera, por quem quis voluntariamente ir ao lado e por quem foi socorrer os soldados às frentes de batalha. Um discurso feminino sobre a guerra.
E neste discurso feminino sobre a guerra surge a colega Lourdes Costa. Até que o filme surja na televisão ainda vai demorar um pouco, ainda assim já podemos ver o trailer AQUI, a voz inicial é a da Lourdes e pelo que se ouve parece ter ficado muito bem.
Conhece todos os Instrumentos de uma Orquestra Sinfónica ?
E os sons deles, individualmente, já conhecia? Verifique AQUI. Passe o rato para conhecê-los e aos sons por eles emitidos. Por último, accione o maestro.
Em 1946 o compositor inglês Benjamin Britten (Lowestoft, 22 de Novembro de 1913 — 4 de Dezembro de 1976) compôs uma obra dedicada a explicar aos jovens os instrumentos e sons de uma orquestra. Esta obra é baseada num tema de Henry Purcell (Londres, 10 de setembro de 1659 – 21 de novembro de 1695). Pareceu-me do maior interesse, na temática deste post inclui-la, não só pela sua pedagogia, mas também pela beleza e qualidade de orquestração.
Benjamin Britten – guia para jovens sobre uma orquestra – 1ª. parte
Benjamin Britten – guia para jovens sobre uma orquestra – 2ª parte